
Este ano participei de um congresso que me rendeu bons frutos. Um deles foi conhecer melhor o trabalho de adaptação de uma obra literária para o cinema. Assim, descobri, depois desse momento sombrio – porque não tive muito tempo para ir ao cinema ou pesquisar bons filmes que estrearam – um filme brasileiro que é uma adaptação da obra de Myriam Campello, chamada Como Esquecer. O filme, que tem o mesmo nome do livro, traz Ana Paula Arosio no papel de uma professora universitária que se separou da amada depois de dez anos.
Os poucos que me conhecem sabem que eu não assisto a trailers se não for por acaso, como no
cinema, ou quando algum desavisado insiste em me mostrar. Então, baixei Como
Esquecer confiando no que ouvi na palestra de uma das roteiristas e em um
trecho que ela apresentou para nós. Não me arrependi.
Primeiro porque me surpreendi com a quantidade de melancolia
que a personagem transmitia a cada cena, sempre tentando esfriar toda a dor que
sentia através de muita inimizade e rancor. Segundo porque não sabia que ela
era professora de literatura, o que me deixou mais feliz com os diálogos e suas
atitudes.
Mais um motivo para assistir Como Esquecer: a trilha que
conquista no minuto inicial com Elis Regina cantando Retrato Em Branco e Preto.
Entendeu por que eu vim correndo postar sobre o filme? Além
disso, a maneira como é tratada a relação lésbica, tão sutil e intensa,
parece-me uma vitória do cinema, seja brasileiro ou não, que tinha imagens gays
bem mais caricaturais, sempre relacionadas ao sexo e quase nada além. Eis a
maneira mais correta de lidar com as diferenças de sexo, cor, religião, qual seja: naturalmente.
Saiba mais no site oficial do filme.
Saiba mais no site oficial do filme.





2 comentários:
Que bom que seu momento sombrio vai cedendo lugar a novas e belas experiencias. Fiquei interessado no filme.
Assista! Vou tentar postar sempre sobre algum filme muito bom que vi. Um abraço!
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