Quando recebi a
notícia de que uma australiana teria sobrevivido ao cair de
Dizem que vem de
uma tribo situada no sul do Oceano Pacífico, onde é construída uma torre de
bambus e nela são amarrados pedaços de cipós, escolhidos e medidos por cada
homem que deve saltar de uma determinada altura, de acordo com a respectiva
idade. É um ritual que representa a passagem da infância para a fase adulta. E,
ao contrário do que geralmente se vê nos saltos do Bungee Jump, os homens dessa
tribo devem pular em direção a terra, e não à água. Por isso, eles ainda
precisam preparar o terreno lá em baixo, de maneira que o impacto, se houver,
seja mais ameno.
Na explicação
acima, mencionei apenas “homens” participando do ritual. Dá pra imaginar o
motivo? Seriam eles mais corajosos? Deveriam eles comprovar o amadurecimento
por meio da audácia, bravura?
O ritual nasceu,
então, para alertar os homens de suas fraquezas e, a meu ver, principalmente,
da sagacidade das mulheres. Por que não? É tanto que, a cada etapa do ritual, o
homem precisa ficar duas semanas sem deitar-se com uma mulher, visto que deve
estar completamente puro para o salto. Outro dado importante é que se o cipó
romper ou a colisão com a terra provocar a morte, diz-se que foi algum espírito
feminino que prevaleceu.
Bom, já estou
convencida de que nós, mulheres, somos capazes de tudo, até de termos espíritos
malignos e devastadores. Então, teria sido só azar ou algum espírito feminino
que resolveu se vingar da pobre australiana? Duas coisas são certas: mulher é
bicho esperto mesmo. E, por mim, Bungee Jump seria esporte só de homem, de
preferência daqueles que se comportam à maneira do homem que caiu na cilada e
virou lenda, ou seja, dos homens que tratam as mulheres como suas serviçais, ou
brinquedos, ou objetos. 











Mesmo não entendendo quase nada de futebol, com o Brasil não tem jeito: sempre compareço, mostrando meu lado torcedora histérica de ser. Mas, normalmente, com minha pouca paciência de ficar sentada assistindo 22 homens exageradamente suados correrem atrás de uma única bola, assisto até os primeiros 40 minutos e analiso o jogo. Se o Brasil estiver infinitas chances de ganha-lo, desisto de torcer para o óbvio e somente ouço os comentários posteriores.




