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Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
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7.11.10

Vó,

Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho...
[Cazuza]



(Poema - música feita do último poema de Cazuza / A qualidade do vídeo é ruim e vale a pena ouvir a original).


10.2.10

Alô Fevereiro!

Podem falar o que for, mas fevereiro é o melhor mês do ano. De todos os anos que passaram e ainda passarão. Férias, verão e carnaval. O trio que alimenta o ânimo para começar mais uma jornada de stress. Até mesmo quando o carnaval acontece no mês de março, é o fevereiro que brilha, e brilha mais do que esse sol escaldante. Mesmo não gostando muito de sol, quando ele surge não dá para fingir outro humor. Calor aproxima. Calor agita. Calor enlouquece. É por essas e por outras que... cair na folia é a melhor solução! Esqueça dos problemas (mas não dos cuidados) e bom carnaval!




Tamborim avisou, cuidado,
Violão respondeu, me espera,
Cavaquinho atacou, dobrado,
Quando o apito chegou, já era.

Veio o surdo e bateu, tão forte,
Que a cuíca gemeu, de medo,
E o pandeiro dançou, que sorte,
Fazer samba não é brinquedo,
Todo mês de fevereiro, morena,
Carnaval te espera.

Querem te botar feitiço, morena,
Mas também pudera,
Se ele pega no teu corpo,
Vai ter gente enlouquecida,
Querendo entender a tua dança,
Querendo saber da tua vida....

(Alô Fevereiro, Roberta Sá, Compositor: Sidney Miller)
Fonte: Vagalume

11.12.09

Battle is not over

Em uma das minhas aventuras pelas línguas francesa, inglesa e portuguesa, conheci a voz do cantor senegalês Youssou N'Dour. Grande descoberta pra mim, já que eu não imaginava que o cantor fosse tão renomado. De quebra, acabei conhecendo a cantora francesa Zazie. Portanto, veja o resultado dessa mistura de sons, línguas, raças, e por aí vai:

13.7.09

We will rock you, all right?!

A primeira notícia do dia foi: hoje é o Dia Mundial do Rock. Minha memória sempre desprezou a importância das datas e, mesmo que eu lembrasse, nem sei o que poderia ser diferente se soubesse antecipadamente do dia do rock. É o tipo de data que você fica feliz pela existência, já que se torna importante de alguma forma, mas não mudará nada em sua vida. Quem sabe?


Liguei a tv e assisti dois shows comemorativos: um do Bon Jovi e outro da Alanis Morissette. Me senti jovem demais. Cadê o rock para comemorar o dia mundial do rock? Sou de uma geração que pensa que uma coisa é uma coisa, sendo que essa coisa foi inventada por outra geração que, na verdade, inventou a coisa que não é mais a mesma coisa. Não é por nada não, mas qual é a intenção de comemorar o aniversário sem o aniversariante?





Tudo bem. Eu nem sei quem foi o fundador disso tudo, mas eu ainda lembro dos discos de vinil tocando todas as manhãs. Como esquecer aquela voz grave que quase recitava “Love me tender, love me sweet...”? Ou a guitarra acompanhando aquele “Hey, Joe...”? Se era minha mãe quem repetia isso enquanto fazia o almoço ou meu pai quem cantava aquilo no banheiro, o fato é que eu não deixava de escutar. Uma hora você cresce e percebe quanta coisa você perdeu. O que falar de Janis Joplin, Led Zeppelin, Pink Floyd, Rolling Stones, Bob Dylan, Dire Straits e The Beatles? Ou então de Raul Seixas, Jovem Guarda e Os Mutantes?




Eu não sei falar, muito menos escrever, sobre rock. Nem me sinto culpada por tanto. Apesar de reverenciar as gerações passadas, também reconheço muitos pontos positivos da minha, se tratando de rock ou não. Mas o melhor mesmo é ouvir. Se a televisão não ajuda, eu dou uma forcinha.



Entre muitos não citados, deixei para o final um dos ícones do rock mundial. Em minha opinião, Freddie Mercury foi um dos melhores cantores de todos os tempos, senão o melhor.
Aumente o som e sinta o porquê:




Precisa de mais?

23.5.09

Eu também quero uma casa no campo

Quem nunca teve aquela vontade repentina de sumir em plena quarta-feira de trabalho estressante? E pegar no volante ao som do melhor rock n’ roll, sem rumo, sem hora pra voltar? Toda essa mistura de fumaça negra, ruído, aço e concreto pesa o ânimo e derruba a resistência. Mesmo que eu seja capaz de duvidar da minha própria disposição para mudanças drásticas de ambiente, posso admitir que me sinto sim um avestruz de vez em quando. Faço parte da geração coca-cola, de fato, mas a velocidade cotidiana causa vertigem.


O post de hoje foi inspirado na canção do compositor Zé Rodrix, que morreu na madrugada de ontem. É uma das músicas que eu não me canso de ouvir – na voz de Elis Regina, claro.

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais
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