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8.5.11

Tempos curtos, tempos de curtas

Nos últimos tempos, tenho pesquisado curtas-metragens e gostado de muitos. Um deles, chamado "Samparkour" me surpreendeu pela ideia: "parkour" significa "percurso" em francês e o curta transmite exatamente essa ideia, ou seja, um percurso pela cidade de São Paulo. Pra quem nunca conheceu Sampa, assim como eu, ou mesmo quem já conhece, vale a pena dar uma olhadinha:




Duas dicas: Oficial Samparkour ; Porta Curtas .

P.S.: Essa aqui não é bem uma dica, mas mais um desses sites que 'flutuam' nesse meio virtual. Eu me aventurei e gostei muito das imagens que podemos encontrar por lá: http://weheartit.com/ziguezaguear


7.11.10

Vó,

Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho...
[Cazuza]



(Poema - música feita do último poema de Cazuza / A qualidade do vídeo é ruim e vale a pena ouvir a original).


24.12.09

Natal, já?

Sentindo o cheiro do galináceo dourando no forno, que acaba por somar-se ao calor insuportável desse dia 24, venho desejar a todos aquilo tudo que, habitualmente, se deseja nesta época do ano: Feliz Natal e, também, Feliz Ano Novo. Mas, como quem não quer nada, deixo um trecho de um dos mais conhecidos contos de Machado, já que foi o conto que me veio à cabeça por se passar numa véspera de natal. Você, por acaso, se recorda de algum outro?

MISSA DO GALO

Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas.


Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dorma. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; s, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito. Boa Conceição! Chamavam-lhe "a santa", e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar. Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro. Era pelos anos de 1861 ou 1862. Eu já devia estar em Mangaratiba, em férias; mas fiquei até o Natal para ver "a missa do galo na Corte". A família recolheu-se à hora do costume; eu meti-me na sala da frente, vestido e pronto. Dali passaria ao corredor da entrada e sairia sem acordar ninguém.
Tinha três chaves a porta; uma estava com o escrivão, eu levaria outra, a terceira ficava em casa.
- Mas, Sr. Nogueira, que fará você todo esse tempo? perguntou-me a mãe de Conceição.
- Leio, D. Inácia.
Tinha comigo um romance, os Três Mosqueteiros, velha tradução creio do Jornal do Comércio. Sentei-me à mesa que havia no centro da sala, e à luz de um candeeiro de querosene, enquanto a casa dormia, trepei ainda uma vez ao cavalo magro de D’Artagnan e fui-me às aventuras. Dentro em pouco estava completamente ébrio de Dumas. Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura. Eram uns passos no corredor que ia da sala de visitas à de jantar; levantei a cabeça; logo depois vi assomar à porta da sala o vulto de Conceição.
[...]
Retirado do site Biblioteca Virtual.

Pra quem preferir, existem outras alternativas:
b) Vídeo do Youtube:



14.12.09

Você já achou um livro?

Se você respondeu que sim, saiba que esse livro pode ter sido perdido de propósito!

Perder um livro de propósito faz parte de um projeto encontrado no site Livr.us, que trouxe a idéia para o Brasil, depois de rolar pelo mundo afora. Achei estranho no começo, mas parece dar super certo. Ainda não sei se vou participar, mas é uma ótima iniciativa para o incentivo à leitura. E você, o que acha?


Veja também:

11.12.09

Battle is not over

Em uma das minhas aventuras pelas línguas francesa, inglesa e portuguesa, conheci a voz do cantor senegalês Youssou N'Dour. Grande descoberta pra mim, já que eu não imaginava que o cantor fosse tão renomado. De quebra, acabei conhecendo a cantora francesa Zazie. Portanto, veja o resultado dessa mistura de sons, línguas, raças, e por aí vai:

13.7.09

We will rock you, all right?!

A primeira notícia do dia foi: hoje é o Dia Mundial do Rock. Minha memória sempre desprezou a importância das datas e, mesmo que eu lembrasse, nem sei o que poderia ser diferente se soubesse antecipadamente do dia do rock. É o tipo de data que você fica feliz pela existência, já que se torna importante de alguma forma, mas não mudará nada em sua vida. Quem sabe?


Liguei a tv e assisti dois shows comemorativos: um do Bon Jovi e outro da Alanis Morissette. Me senti jovem demais. Cadê o rock para comemorar o dia mundial do rock? Sou de uma geração que pensa que uma coisa é uma coisa, sendo que essa coisa foi inventada por outra geração que, na verdade, inventou a coisa que não é mais a mesma coisa. Não é por nada não, mas qual é a intenção de comemorar o aniversário sem o aniversariante?





Tudo bem. Eu nem sei quem foi o fundador disso tudo, mas eu ainda lembro dos discos de vinil tocando todas as manhãs. Como esquecer aquela voz grave que quase recitava “Love me tender, love me sweet...”? Ou a guitarra acompanhando aquele “Hey, Joe...”? Se era minha mãe quem repetia isso enquanto fazia o almoço ou meu pai quem cantava aquilo no banheiro, o fato é que eu não deixava de escutar. Uma hora você cresce e percebe quanta coisa você perdeu. O que falar de Janis Joplin, Led Zeppelin, Pink Floyd, Rolling Stones, Bob Dylan, Dire Straits e The Beatles? Ou então de Raul Seixas, Jovem Guarda e Os Mutantes?




Eu não sei falar, muito menos escrever, sobre rock. Nem me sinto culpada por tanto. Apesar de reverenciar as gerações passadas, também reconheço muitos pontos positivos da minha, se tratando de rock ou não. Mas o melhor mesmo é ouvir. Se a televisão não ajuda, eu dou uma forcinha.



Entre muitos não citados, deixei para o final um dos ícones do rock mundial. Em minha opinião, Freddie Mercury foi um dos melhores cantores de todos os tempos, senão o melhor.
Aumente o som e sinta o porquê:




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