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22.12.10

Poemas em Série {3}

Vamos considerar que o Natal é uma data bonita e significativa e que aqui convém apenas dizer que deveríamos entender que essa é uma data para pensamentos positivos, solidariedade e, acima de tudo, demonstração de amor. Por isso, sem chatices natalinas, o poema abaixo fala disso: do amor! Seríamos capazes...?     

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.

Do contrário evapora-se a amação
pois ao dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
(...)

Carlos Drummond de Andrade

11.12.10

Eco, lógico!

Não é de hoje que o tema da ecologia virou moda. Agora você circula pelas ruas e pode perceber que bolsas, acessórios e até roupas são recicláveis. A ideia de desenvolvimento sustentável é chique e bonita. Fora isso, tanto na rua quanto nas reuniões mais importantes do mundo o que mais tem se falado é de energias limpas, consciência ambiental e por aí vai.

Nas minhas últimas aulas do curso de francês deste semestre também teve muita discussão sobre o assunto, com ideias, opiniões, e tudo o que tivemos direito. A verdade é que estamos em um momento de séria reflexão das causas e dos efeitos da ação humana ao meio ambiente. Com ou sem interesses políticos e econômicos rondando tais discussões – inevitavelmente, hoje tudo está tendendo para o mesmo caminho – precisamos repensar comportamentos.



Tenho dicas:

“A história das coisas” conta para onde vão aquelas coisas que nós compramos hoje e jogamos fora amanhã, sem pena nem juízo:





Já a “história do Papai Noel Verde” é divertida e ilustra bem aquilo que eu disse sobre ser sustentável e chique. Trata-se de uma promoção que pode ser encontrada no site, mas que aqui não vem ao caso. Achei a história engraçadinha e têm tudo a ver com o momento essas “missões verdes” que fazem bem para o planeta. Até o bom velhinho está mudando. E você?



5.12.10

Poemas em Série {2}

Muito bem. O ano está quase no fim! Hora de mudar, mas nem tanto. Definitivamente, eu não sei como lidar com novos templates e configurações de blog. Aos poucos vou acertando isso aqui. A página muito amarelada não me agrada, mas vou tentar conviver com ela.

O poema abaixo é de Armando Freitas Filho, poeta que eu não conhecia, mas gostei de trabalhá-lo. Sim, fez parte de um dos trabalhos desse semestre. Adoro esses primeiros versos:

Reescritor, com o lápis de dentro
sempre se arranhando no rascunho
nos vastos espaços abertos, no cerrado.
Nesse cenário, a imagem de apoio não será:
a de remos idênticos, n'água ao mesmo tempo
cada qual de um lado, copiando-se
em andamento e cadência, paralelos
(ou simultâneos), com igual reflexo
e no meio, por onde se passa, em pensamento
a pé, a possibilidade das duas margens
o trilho do rio que acolhe, intermediário [...].

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