O poema abaixo é de Armando Freitas Filho, poeta que eu não conhecia, mas gostei de trabalhá-lo. Sim, fez parte de um dos trabalhos desse semestre. Adoro esses primeiros versos:
Reescritor, com o lápis de dentro
sempre se arranhando no rascunho
nos vastos espaços abertos, no cerrado.
Nesse cenário, a imagem de apoio não será:
a de remos idênticos, n'água ao mesmo tempo
cada qual de um lado, copiando-se
em andamento e cadência, paralelos
(ou simultâneos), com igual reflexo
e no meio, por onde se passa, em pensamento
a pé, a possibilidade das duas margens
o trilho do rio que acolhe, intermediário [...].



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